Novo Plano Diretor de Balneário Camboriú leva verticalização para além da orla

Novo Plano Diretor de Balneário Camboriú leva verticalização para além da orla

Município catarinense quer criar corredores de uso misto, ampliar habitação e hotelaria e arrecadar mais R$ 1 bilhão em outorgas nos próximos seis anos

Balneário Camboriú, em Santa Catarina, prepara um novo Plano Diretor para estimular o desenvolvimento urbano além das primeiras quadras da praia, hoje marcadas por arranha-céus de alto padrão. A proposta reduz restrições de altura em outras áreas e cria corredores com comércio, serviços, espaços de convivência e apartamentos menores. O objetivo, segundo reportagem do Metro Quadrado, é ampliar a oferta para moradores e trabalhadores que não conseguem acessar os preços praticados na orla.

Outorgas financiam expansão urbana

A estratégia mantém a construção civil como fonte central de arrecadação municipal. Desde 2010, a prefeitura estima ter recebido R$ 1 bilhão em outorgas pagas por incorporadoras. A projeção é arrecadar mais R$ 1 bilhão nos seis anos após a implementação do novo plano. Os recursos deverão financiar escolas, creches, unidades de saúde e serviços necessários a uma cidade que cresceu 28% entre 2010 e 2022 e tem 140 mil habitantes.

Novos corredores poderão chegar a 150 metros

Nos eixos de desenvolvimento, o potencial construtivo poderá atingir quatro ou cinco vezes a área do terreno, com coeficiente básico dois e aquisição adicional por outorga. Os gabaritos deverão variar entre 120 e 150 metros. Na região central e na orla, a prefeitura decidiu preservar a possibilidade de edifícios mais altos mediante pagamento. A ideia é manter espaço para projetos de grande escala.

Uso misto busca recuperar oferta hoteleira

O plano também tenta reativar a hotelaria, reduzida após a demolição de empreendimentos para construção de residenciais de luxo. Projetos mistos, com unidades residenciais e hoteleiras, ganharão condições mais favoráveis em terrenos de maior porte – acima de 2,5 mil m² na área central e de 3 mil m² nos novos corredores. A combinação de moradia, comércio e hospedagem deverá funcionar como contrapartida à verticalização, mas exigirá planejamento para evitar sobrecarga da infraestrutura.

Fonte: Nathalia Costeira – Editora da newsletter do Portas – www.portas.com.br

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